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sábado, 14 de junho de 2014

O caminho do chá: Camélia Sinessis.

A história do chá remonta aos tempos ancestrais, no território chinês. Entre as lendas que narram o nascimento desta bebida aromática, a mais célebre relata que suas raízes se estendem até 5000 anos atrás, ao governo do Imperador Sheng Nong, popularmente conhecido como o Curandeiro Divino. Tentando solucionar a constante incidência de surtos epidêmicos em seu reino, ele criou uma lei que obrigava o povo a ferver a água antes de ingeri-la.
Um dia, repousando sob uma árvore, o soberano deixou sua xícara de água esfriando um pouco, e logo percebeu que algumas folhas haviam caído sobre o líquido, conferindo-lhe um tom castanho. Ao experimentar a bebida, descobriu que ela possuía um sabor aprazível, difundindo assim o cultivo deste alimento entre seus súditos.
Esta história remete a uma tradicional bebida preparada pelos monges budistas, com folhas de uma planta conhecida tecnicamente como Caméllia Sinensis, cultivada no Himalaia. Nesta época encontrava-se no poder a Dinastia Tang, aproximadamente entre os anos 618 e 906. Neste mesmo período, Lu Yu, monge budista da China, produziu no século VIII a primeira obra importante sobre o chá, intitulada Ch’a Ching. Nela são relatadas as várias formas de se cultivar o chá, e como melhor elaborar esta bebida. Segundo o autor, a China desempenha um papel crucial na disseminação do chá pelo Planeta.
Em princípios do século IX alguns monges provenientes do Japão levaram consigo algumas sementes, iniciando assim o cultivo do hábito que se tornaria tradição neste país. Tanto na China quanto no Japão, o chá conquistou um desenvolvimento sem igual, em todos os ambientes, até mesmo os artísticos e os religiosos, campo no qual passou a integrar um cerimonial sagrado.
O desembarque do chá na Europa se deu gradualmente, a princípio por intermédio da Ásia Central e da Rússia. Depois foi a vez dos portugueses, que realmente disseminaram o uso do chá por toda a Europa, a partir do fim do século XV. Os navios de Portugal transportavam a mercadoria até os portos de Lisboa, sendo daí conduzida para a Holanda e a França. Pioneiramente, um sacerdote jesuíta procedente de Portugal publicou o primeiro livro ocidental sobre o chá.
Não demorou muito para que os portugueses perdessem o privilégio e cedessem a vez para os cargueiros holandeses e franceses. No século XVII a Holanda já detinha uma armada influente. O aventureiro Marco Pólo, ao registrar suas famosas viagens, teria incluído referências ao chá em suas narrativas; o português Gaspar da Cruz teria igualmente se referido a este líquido em uma correspondência direcionada ao seu rei.
Do século XIX em diante, o hábito de consumir o chá se disseminou velozmente na Inglaterra, tornando-se tradicional. A partir das terras inglesas esta bebida se estendeu rapidamente aos Estados Unidos, à Austrália e ao Canadá, até se tornar popular em todo o Planeta. Enquanto isso, no Japão, o preparo do chá tornou-se uma arte, bem como o seu consumo.Os participantes da cerimônia do chá devem sempre esperar em um recinto, até se desconectarem das preocupações do dia-a-dia. Ao seguir o Chado ou o Caminho do Chá, a pessoa conquista um estágio de sensibilização da alma. O Mestre Sen Rikyu aprimorou, ao longo de toda sua vida, o Chado, convertendo-o em uma filosofia existencial, estabelecendo este ritual como uma forma de transmutar a existência em pura arte. Coube aos monges Zen consolidarem os alicerces espirituais desta prática.

                                                             foto: Pousada dos Anjos. São Thomé das Letras.

A que vos fala...

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Sou uma mensageira do meu tempo, estudei música teatro medicina jornalismo e história; conheci o mestre Juan -em Teatro Buenos Aires- aprendi a desaprender tudo isso e a me reconectar com a fonte; com a #linguagemdascores, a lógica do Cosmos e a Cosmologia xamánica, vem para condensar toda essa experiencia; hoje calculo mapas cosmológicos, guio reprogramações e analiso jogos de pedras como terapia. Aplico todos estes conhecimentos no Planetas Studio, virtual e presencialmente; vivencio a transformação!

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